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[CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO] Revista DECIFRAR (PPGL/UFAM)

REVISTA DECIFRAR – V 8, Nº 16, 2020/2 – CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO SEÇÃO TEMÁTICA: JOGOS DE PODER EM LITERATURA: POLÍTICA, AUTORITARISMO, MEMÓRIA.

  • Publicado: Quinta, 25 de Junho de 2020, 16h28
  • Última atualização em Sexta, 10 de Julho de 2020, 18h00

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O grupo de pesquisa Relações de gênero, poder e violência em literaturas de língua portuguesa, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Letras-UFAM, associado ao GEPELIP, coordena O Volume 9, Nº 16 da Revista Decifrar, intitulado Jogos de poder em literatura: política, autoritarismo, memória.

Michel Foucault, em Microfísica do poder (2005), explicita que o poder não é “detido” por grupos ou pessoas, não se manifesta de uma única forma: ele funciona em uma rede, em que qualquer grupo ou pessoa pode exercê-lo em relação a um outro (em maior ou menor escala); quando grupos sociais tornam-se hegemônicos pela manipulação de determinada estrutura de poder, geram discursos que são naturalizados, oprimindo a disseminação de discursos oponentes ou questionadores. A relação entre os discursos hegemônicos e os transgressores ou oponentes estabelece a potencialização do poder frente ao saber. A relação poder-saber é uma forma de dominação, pois nem todos se percebem imersos em um discurso naturalizado de dominação.

Neste ponto, busca-se o que Pierre Bourdieu (1989) fala sobre o poder simbólico, edificado em sistemas simbólicos, como a arte, a religião e a língua, entendida como instrumento de conhecimento, delineando seu caráter arbitrário e socialmente determinado. Conhecer, saber, é, pois, poder.

Assim como o poder, a violência também pode ser simbólica: é a relação de dominação que se estabelece sem a coerção física da vítima, que não a sabe/sente como violência e entende-a como uma situação naturalizada, reforçando um poder mascarado pelas relações sociais de grupos aceitos e legitimados como hegemônicos.

Neste sentido, deparamo-nos com as relações de gênero na sociedade patriarcal, branca, cis-heteronormativa, que normaliza um discurso de sujeição e desigualdade de mulheres, que rejeita reivindicações de grupos não-brancos, que dissemina um discurso de ódio referente à comunidade LGBTQIA+, que ignora outros saberes diferentes do que estabeleceu como normativo.

Transpor essa ideia da violência simbólica para a violência de gênero, portanto, é pensar, conforme Cecília M. B. Sardenberg, que “qualquer agressão ou constrangimento físico, moral, psicológico, emocional, institucional, cultural ou patrimonial, que tenha por base a organização social dos sexos e que seja impetrada contra determinados indivíduos [...] devido à sua condição de sexo ou orientação sexual”(2011, disponível em http://www.ppgneim.ffch.ufba.br/violencia-simbolica-de-genero-e-lei-antibaixaria-na-bahia).

Em tempos em que o debate sobre ideologias, sobre memória – seja histórica, seja social – traz à tona discursos de ódio, o alcance e (muitas vezes) o desserviço desses poderes legitimados revelam a incompreensão tanto sobre o tema quanto sobre o suporte.

Abrir espaço para a discussão e esclarecimento sobre o tema, estudando as estratégias que esses suportes revelam como reflexo do campo social a que pertencem é uma das pretensões deste Dossiê da Revista Decifrar. Em vista disso, para este número, serão aceitos artigos que abordem as relações entre os jogos de poder em literatura que se estabelecem envolvendo gênero, política, autoritarismo e/ou memória.

A revista também recebe colaborações para a seção de tema livre, onde são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literaturas de língua portuguesa.

Resenhas

Os textos devem ser submetidos até o dia 15 de setembro de 2020.

Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.

Organizadores:

Nicia Petreceli Zucolo (UFAM)

Fadul de Moura (UNICAMP)

Yasmin Serafim (USP)

 

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